11 de outubro de 2015

Mentiras que Confortam - Randy Susan Meyers













Autor(a): Randy Susan Meyers | Gênero: Drama | Ano: 2015 | Páginas: 368 | Editora: Novo Conceito | Skoob

Sinopse: Cinco anos atrás...
Tia apaixonou-se obsessivamente por um homem por quem nunca deveria ter se apaixonado. Quando engravidou, Nathan desapareceu, e ela entregou seu bebê para a adoção.
Caroline adotou um bebê para agradar o marido. Agora ela questiona se está preparada para o papel de esposa e mãe. Juliette considerava sua vida perfeita: tinha um casamento sólido, dois lindos filhos e um negócio próspero. E então ela descobre o caso de Nathan. Ele prometeu que nunca a trairia novamente, e ela confiou nele.
Hoje...
Tia ainda não superou o fim do seu caso com Nathan. Todos os anos ela recebe fotos de sua garotinha, e desta vez, em um impulso, decide enviar algumas delas para a casa do ex-amante. É Juliette quem abre o envelope. Ela nunca soube da existência da criança, e agora precisa desesperadamente descobrir quantas outras mentiras sustentaram o seu casamento até hoje.

Comecei a ler "Mentiras Que Confortam" sem nenhuma expectativa e enquanto era levada pela história de Tia, Nathan e Julliette (Jules) esperei e esperei pela grande mentira que confortava a vida de cada um. Mesmo tendo um filho em comum, Nathan e Tia não tinham uma grande mentira, tudo o que os envolvia era apenas omissão e existe uma grande diferença entre omitir e mentir.
"Ela se convencera de que ele a amava. Será que isso tinha sido fruto de sua imaginação?"
Mesmo cinco anos após o fim do "relacionamento" com Nathan, Tia ainda estava obcecada por ele, se ele a havia amado, se ele teria ficado com ela se não fosse casado e por ai vai. Achei tudo isso um pouco doentio. Se você deu sua filha para a adoção para não ter ligações com o homem que te fez sofrer, por que ainda pensa nele como o amor da sua vida?

De todos os personagens, o único que consegui sentir que era mais humano, mais real e que consegui sentir um pouco de empatia, foi Jules. Ela parecia a unica pessoa com a cabeça no lugar naquele livro. Jules foi a unica que se importou com a garotinha filha de seu marido. Ela queria conhecê-la, mesmo sabendo que a garota não precisava de nada, já que Carol e seu marido, Peter, tinham condições de criá-la facilmente. Mesmo assim, Carol me deu a impressão de que se sua filha morresse, mesmo que acidentalmente, ela estaria livre. Na verdade, Carol nunca se sentiu madura o suficiente ou segura o suficiente para criar sua filha.

Enfim, devorei o livro em três horas, já que a escrita da Rendy é uma delicia e muito leve, mas ao mesmo tempo, ansiei a cada página por uma mentira além das que a gente conhece nas primeiras vinte páginas do livro. Queria uma mentira que BOOM! explodisse a vida de cada um dos personagens e a transformasse de uma forma que eles mesmos não soubessem como lidar com essa mudança, mas isso não aconteceu.

"Tia podia ouvir exatamente o que sua mãe diria se visse o apartamento da filha neste exato momento:“Não há desculpa, Tia. Não há desculpa para viver desta maneira.”

Não há tantas surpresas ou reviravoltas e o livro termina de uma forma mais ou menos do jeito que começou. A autora dá uma solução tão fora da realidade para tudo, que eu fiquei me questionando se ela não se perdeu em algum lugar e esqueceu do final do livro. Apesar de tudo isso, é uma história gostosa para sair daquela ressaca literária ou para se divertir num final de semana.

A diagramação é clássica da Novo Conceito. Simples, letra confortável e folhas amareladas. Não encontrei erros na revisão.

Leia o Primeiro Capítulo clicando AQUI.
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*Livro cedido em parceria com a Editora



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