26 de janeiro de 2016

Perdido em Marte - Andy Weir


Autor(a): Andy Weir | Gênero: Ficção Científica | Ano: 2015 | Páginas: 336 | Editora: Arqueiro | Skoob


Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho.
Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate.
Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.
Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.
Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.



O livro é bom e cientificamente correto. O começo é bem coerente com uma situação daquela proporção, apesar de achar que a tempestade espacial não aparece do nada, eles teriam tempo para se prepararem, haveria um módulo tripulado em órbita para fazer o acompanhamento da equipe em solo. Pra quem se diz um amante de física relativista e mecânica orbital, o autor peca em alguns detalhes cruciais.


A escrita de Andy é boa, mas o livro é uma ficção leve, muito longe do que faria um Asimov ou Arthur C. Clarke. Andy peca em quesitos básicos de continuidade quanto ao que, realmente, se faz ou se espera de uma missão de exploração em outro planeta. Enfim, possível, mas não plausível.


Assisti ao filme antes de ler o filme, porque acho que o livro completa a obra cinematográfica e foi bem assim que aconteceu. O livro é bem mais completo e cheio de termos científicos, mas não nos deixa cansados ou perdidos.

Apesar de tudo, o autor se importou muito mais em inserir cálculos, medidas e detalhes dos procedimentos que se esqueceu um pouco da sanidade mental do Mark e seus traumas psicológicos por passar por uma situação como aquela e por ficar tanto tempo sozinho em um planeta deserto. Na verdade, Mark passa muito bem o tempo que fica no planeta, não tem pesadelos e preserva o senso de humor sem sinais de depressão.
"Isso faz de mim um pirata!Um pirata do espaço!"
"Perdido em Marte" é uma história divertida para quem não entende muito de ficção científica ou está começando agora com o gênero, uma leitura leve e agradável.



*Livro cedido em parceria com a Editora.




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