2 de fevereiro de 2016

Joyland - Stephen King

Autor(a): Stephen King | Gênero: Suspense/Mistério | Ano: 2015 | Páginas: 240 | Editora: Suma de Letras | Skoob

Sinopse: Um pequeno conselho: não se aventure na roda-gigante em uma noite chuvosa.
Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.
Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria.
O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Joyland conta a história de Devin Jones, um garoto comum que, nas férias de verão consegue um trabalho temporário em um parque de diversões chamado Joyland. O parque tem aquela aura assustadora, funcionários esquisitos, um cão como mascote e um assassinato na "Horror House", a casa dos horrores do parque.


Li "Joyland" pouco tempo depois de ter lido "Revival" (Resenha Aqui) que não me conquistou completamente, então eu não tinha grandes expectativas quanto a "Joyland". O começo do livro foi muito gostoso. Gosto muito dessa coisa de começar o livro conhecendo BEM o personagem principal, sua família e amigos, mas o que mais estava me fascinando era o parque, suas manias, linguagem e funcionamento. 

Eu tenho essa coisa com parque de diversões, acho que todos são mal assombrados, mesmo que não sejam. Acho que eles tem toda aquela aura de alegria em que todos são OBRIGADOS a se divertir e isso tem uma certa melancolia.
"- Não entendo por que as pessoas usam a religião para se magoarem, quando já existe tanda dor no mundo. A religião deveria reconfortar."
Enfim, Tio King conseguiu criar um livro simples com descrições tão realistas que nos fazia sentir dentro de "Joyland", trabalhando com Devin ou tirando fotos com as garotas. O livro é cheio de personagens profundos e envolventes e uma história cativante. King nos faz ir além do que vemos e nos faz, a todo o momento, desejar ver Linda Grey e achamos que Devin será o escolhido ou que, em alguma hora, ele vai ver Linda e descobrir magicamente o que aconteceu com ela, mas as coisas não são bem assim e essa é a parte mais gostosa do livro.

Algumas páginas antes de "Joyland" terminar, Tio King estava para ganhar três estrelas. Um livro OK, com um final levemente previsível num parque de diversões, mas veio aquele capítulo sobre Mike, a pipa, a praia, "Joyland"e tudo o que o parque significava para todos e eu chorei. Sim, chorei com um livro de suspense.


Então, fechei o livro e fiquei me perguntando "O que não era branco?" e foi ai que, minutos depois, minha mente clareou e me mostrou o que era, fazendo o livro ganhar cinco estrelas com facilidade. Se você conseguir enxergar o que não é branco, também vai dar cinco estrelas para esse livro e amá-lo como um dos melhores do Stephen King.

Um livro despretensioso, mas ao mesmo tempo profundo, divertido e imensamente triste. King nos deu esse presente cheio das críticas comuns de seus livros e sua escrita maravilhosa. Poderia fazer uma resenha gigante sobre as qualidades desse livro e, mesmo assim, ainda seria pouco.


Algumas capas pelo mundo:
*Mockup é a capa teste



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