30 de março de 2016

172 Horas na Lua - Johan Harstad



Autor(a): Johan Harstad | Gênero: Suspense/Mistério/Ficção Científica | Ano: 2015 | Páginas: 288 | Editora: Novo Conceito | Skoob


Sinopse: O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez.Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano.
Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviado mais ninguém à Lua.
Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer...
Prepara-se para a contagem regressiva.


Realmente, não sei como começar a resenha desse livro. “172 Horas na Lua” foi um livro que comecei a ler assim que chegou, mas larguei a leitura no meio do caminho por outros motivos e quando retomei, precisei recomeçar, o que não foi nada ruim porque eu precisava relembrar os personagens e o que havia acontecido até onde eu me lembrava de ter parado.


A primeira parte do livro resume a vida dos nossos três aventureiros Mia uma norueguesa que sabe o que quer e seu maior sonho não é, nem de perto, ir para a lua, Midori é uma japonesinha que vê na lua a oportunidade de fugir de uma sociedade opressora e, por fim, Antoine um francês que precisa ir o mais longe possível para esquecer um grande amor.

Essa primeira parte do livro é um pouco lenta, já que conhecemos a vida de cada personagem e um pouco de suas famílias, sonhos e ambições. Confesso que foi lento para mim porque eu queria ver ação logo, queria lua, mistérios e ação, eu já disse ação? Queria isso porque o prologo do livro é tão cheio de segredos e de pequenos detalhes que você se vê curioso por aquilo durante todo o livro.

Na segunda parte do livro começamos a ver nossa viagem a lua um pouco mais perto. Os personagens viajam com suas famílias para a base da NASA onde receberão o treinamento necessário para enfrentar “172 Horas na Lua”, ou seja, sete dias e quatro horas sem contar a viagem de ida e volta da terra para a lua e da lua para a terra.

Bom, quando chegamos na parte mais emocionante vulgo, pouso na lua e chegada na estação DARLAH 2, que até pouco tempo ninguém conhecia a existência além da “172 Horas na LuaNASA, as coisas começam a acontecer.


Confesso que fiquei ASSOMBRADA pelos acontecimentos inexplicáveis que Mia, Midori e Antoine começam a enfrentar junto com os outros membros da missão. Por muitas vezes me peguei ansiosa ou nervosa com o que poderia acontecer a cada um deles. 

Apesar do livro ter várias e várias páginas dedicadas a contar a história de cada personagem, 172 Horas na Lua foca um pouco mais em Mia, a personagem que senti menos empatia. Mesmo torcendo por ela, não querendo que nada de ruim acontecesse, senti que Mia não era tão real, não era tão crível quanto eu gostaria que fosse. Talvez o autor tenha se preocupado demais com os mistérios envolvendo a lua, a missão e as bases DARLAH 1 e 2 que tenha esquecido de tornar os personagens mais humanos e reais. Para mim, eles ficaram levemente superficiais.

Agora precisamos falar do final. “172 Horas na Lua” tem um final emocionante, angustiante e muito chocante. As páginas finais te deixam com aquela sensação de estar vendo um filme de ação em que cada piscada que você dá, se perde um pedacinho essencial de toda a história e ao chegar nas ultimas páginas e ver o que acontece com todos os tripulantes e a Terra é de se ficar de queixo caído.


Apesar do início lento e dos personagens pouco cativantes, “172 Horas na Lua” é uma ficção leve com um final inesperado que vai te marcar de alguma maneira.



*Livro cedido em parceria com a Editora.




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