15 de dezembro de 2016

Imperfeitos - Cecelia Ahern












Título Original: Flawed | Autor(a): Cecelia Ahern | Gênero: Distopia | Ano: 2016 | Páginas: 320 | Editora: Novo Conceito | Skoob
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*Livro cedido em parceria com a Editora.

Flawed # 1

Sinopse: Celestine North vive em uma sociedade que rejeita a imperfeição. Todos aqueles que praticam algum ato julgado como errado são marcados para sempre, rechaçados da comunidade, seres não merecedores de compaixão. 
Por isso, Celestine procura viver uma vida perfeita. Ela é um exemplo de filha e de irmã, é uma aluna excepcional, bem quista por todos do colégio, além do mais, ela namora Art Crevan, filho da autoridade máxima da cidade, o juiz Crevan.
Em meio a essa vida perfeita, Celestine se encontra em uma situação incomum, que a faz tomar uma decisão instintiva. Ela faz uma escolha que pode mudar o futuro dela e das pessoas a seu redor. 
Ela pode ser presa? Ela pode ser marcada? Ela poderá se tornar, do dia para a noite Imperfeita? 
Nesta distopia deslumbrante, a autora best-seller Cecelia Ahern retrata uma sociedade em que a perfeição é primordial e quem cometer qualquer ato falho será punido. A história de uma jovem que decide tomar uma posição que poderá custar-lhe tudo.

O livro vai nos contar a história de Celestine North, uma adolescente com uma vida praticamente perfeita em uma sociedade que repudia imperfeições. Celestine namora Art Crevan, filho do Juíz Crevan que trabalha no Tribunal e julga os imperfeitos. Sua vida é aparentemente perfeita até o dia em que uma decisão vira seu futuro de cabeça para baixo. Agora, Celestine está prestes a ser julgada por cometer um ato que, para ela, nada mais era do que defender alguém que precisava ser defendido, mas que a sociedade vê como um ato falho e estão prestes a puni-la por isso.

Em "Imperfeitos", Cecelia criou uma sociedade que dita as regras da perfeição e caso você cometa alguma transgressão seja ética ou moral, você será punido, marcado e isolado da sociedade, condenado a viver como um cidadão de segunda classe e terá seu corpo marcado em brasa pela letra "I" de IMPERFEITO, além de ser obrigado a usar o tempo todo uma braçadeira com o mesmo simbolo marcado em vermelho, para ser facilmente identificado e para servir de exemplo.


Para quem toma decisões ruins, é na têmpora.
Para quem mente, na língua.
Para quem trapaceia, na palma da mão direita.
Para quem é desleal com o tribunal, no peito, sobre o coração.
Para que não segue as regras da sociedade, na sola do pé direito.
Nenhum livro da Cecelia havia me prendido até agora, mas foi só saber que ela estava se aventurando pelo universo do YA que eu amo e ainda criando um mundo distópico me fez querer ver se a gente ia ou rachava nesse nosso estranho relacionamento e, devo confessar, que Cecelia e eu estamos em um affair mágico agora.

Eu gosto muito de YA, não sei nem como explicar o quanto eu gosto de livros com adolescentes e seus problemas pessoais em mundinhos aparentemente tão difíceis. Porque é isso o que é ser adolescente, enfrentar um mundo muito mais difícil para você do que para as pessoas que estão de fora simplesmente porque você é um adolescente cheio de dúvidas.
"Sou uma menina de definições, de lógica, de preto no branco. Lembre-se disso."
Devorei "Imperfeitos" como quem devora seu prato preferido no jantar de aniversário. O que essa autora faz com a história é inacreditável. Eu não conseguia largar a leitura, me pegava pensando nos personagens durante o dia, no trabalho, nos estudos, no trânsito. Eu só desejava que anoitecesse logo para voltar para a cama e terminar aquela história espetacular.

Cecelia cria um mundo tão plausível que é possível se imaginar dentro dele. Poderia ser o nosso estado, poderia ser o nosso país, pode ser o futuro dos EUA no próximo ano, quem sabe? Ser marcado pode se tornar algo real e era isso que me prendia em sua narrativa, mas não só isso, "Imperfeitos" me fazia pensar nos pequenos atos que eu tomava todos os dias. Eu estava sendo justa? Era isso mesmo que eu queria dizer ou fazer naquele momento? As pessoas estavam sendo justas comigo?
"Nunca confie num homem que se senta, sem ser convidado, à cabeceira da mesa da casa de outro homem."
Cada personagem criado pela autora é tão bem trabalhado, dede seus defeitos a suas questionáveis qualidades. Ninguém passa despercebido pela autora e é impossível adivinhar quem está realmente do lado de Celestine que é uma protagonista estupenda que me levou do desprezo total pela personagem ao amor incondicional por ela, torcendo a cada página que tudo desse certo.
"Aquilo que você viu, está visto. Aquilo que você ouviu nunca mais poderá não ter sido ouvido. Eu sei, lá no fundo, que esta noite aprendi algo que não pode ser desaprendido. E esta parte do meu mundo que foi alterada nunca mais será a mesma."
Desculpe se falo pouco da história do livro nessa resenha, mas minhas emoções se sobrepuseram a ela enquanto eu lia. "Imperfeitos" é um livro para ler e imaginar que aquilo pode, um dia, acontecer comigo, com o mundo que conhecemos. É um livro para imaginar e questionar suas próprias atitudes e é isso que eu gosto em boas distopias, o poder em nos fazer acreditar que aquilo possa ser real e que poderíamos, naturalmente, ser a próxima Celestine.
"A ignorância é uma bênção. O conhecimento é geralmente uma responsabilidade que ninguém quer."
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Cecelia Ahern é irlandesa e formou-se em Jornalismo e Meios de Comunicação. Aos 21 anos escreveu seu primeiro romance, P.S. Eu te Amo, que se tornou best-seller imediatamente e foi adaptado para o cinema — assim como Simplesmente Acontece. A Lista, O Presente, O Livro do Amanhã e A Vez da Minha Vida também são best-sellers em todo o mundo. As obras de Cecelia Ahern são publicadas em 46 países e já venderam, ao todo, mais de 13 milhões de cópias. Ela vive em Dublin com sua família.

Outras Obras: 
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1 comentários:

  1. Oi Lu, tudo bem?
    Eu só li um livro da Cecelia e adorei, fiquei bem curiosa com essa distopia justamente por ter achado totalmente diferente do que ela escreveu até o momento e quando me deparo com uma resenha que o classifica como favorito me deixou ainda mais curiosa. Universos distópicos e YAs são uma ótima combinação e ao ler sua resenha fiquei imaginando o quão difícil é para um adolescente viver em uma sociedade como essa principalmente sendo marcado, imagino que existe mil e uma formas para a autora explorar a temática e com certeza o enredo deve ter ficado incrível de acordo com o que você descreveu. O livro já está na minha lista de leituras futuras e espero poder lê-lo em breve.
    Beijos

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